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Debates
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007 - Estrasburgo Edição JO

Décimo aniversário da Convenção de Otava sobre a interdição das minas antipessoal (debate)
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  Angelika Beer, em nome do Grupo Verts/ALE. – (DE) Senhor Presidente, Senhora Comissária, Senhoras e Senhores Deputados, qual é afinal o propósito do debate de hoje? Na sexta-feira queremos, enquanto Parlamento, adoptar uma resolução, na qual indicamos primeiramente que celebrámos o 10.º aniversário da Convenção de Otava com uma exposição nas nossas instalações de Estrasburgo, mas na qual afirmamos claramente que não é suficiente banir as minas antipessoal, sendo igualmente necessário incluir as minas anticarro.

Os 10 anos de existência da Convenção de Otava são especialmente importantes porque, pela primeira vez, foi um processo judicial instaurado pela sociedade civil que levou a uma proibição internacional de uma arma de destruição massiva, nomeadamente, a mina antipessoal. É muito revelador o facto de os membros do único grupo que não apoiou este consenso no Parlamento terem desaparecido após o discurso do colega Zappalà. A verdade é que eu queria perguntar ao colega Zappalà – sabendo que, em 2005, por exemplo, ocorreram, só no Afeganistão, 100 acidentes com minas anticarro – se ele já tinha olhado nos olhos de uma criança aleijada após ter ido pelos ares num autocarro escolar e pedir-lhe que me explicasse o motivo pelo qual acha as minas antipessoal más e as minas anticarro boas.

A verdade é que gostaria que o colega e o seu grupo me dissessem se alguma vez olharam nos olhos de soldados aleijados ou nos olhos dos familiares das vítimas dos que foram aleijados ou assassinados por minas anticarro e como justificam as suas afirmações. Não existem minas boas e más, é necessário banir também as minas anticarro à escala internacional.

Gostaria de dizer mais algumas palavras sobre a questão do financiamento. O Instrumento de Estabilidade é, evidentemente, necessário e útil – e também eu, enquanto relatora, continuo a fazer tudo o que posso para o defender – para o trabalho de desminagem em medidas a curto prazo. Todavia, também sabemos que uma medida a curto prazo, uma estratégia para desminar o mundo em que vivemos, não é suficiente. Com a aproximação rápida do ano 2009, apelamos a um novo debate sobre a adopção de uma rubrica orçamental independente. Se o que está em causa é a humanidade, precisamos de resoluções claras.

 
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