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Debates
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008 - Bruxelas Edição JO

6. Rectificação (artigo 204.º bis do Regimento): Ver Acta
Vídeo das intervenções
PV
  

 
  
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  Zbigniew Zaleski (PPE-DE). - (EN) Senhor Presidente, um ponto de ordem: ontem, antes da votação da proposta de resolução sobre a Geórgia, o nosso colega, senhor deputado Schulz, acusou oficialmente o Presidente Saakashvili de ter desencadeado todo o conflito. Trata-se de propaganda russa, semelhante à que levou os alemães a assassinarem soldados polacos em Katyn, e que prevaleceu durante 50 anos.

Penso que o senhor deputado Schulz e o seu grupo têm muito que aprender sobre os métodos russos, as intrigas russas e a propaganda russa.

(Aplausos prolongados da direita)

 
  
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  Presidente. − Senhoras e Senhores Deputados, temos uma longa votação à nossa frente. Uma vez que o senhor deputado Schulz foi alvo das declarações do senhor deputado Zaleski, ser-lhe-á dada a palavra, mas, depois disso, queremos avançar com a votação. O debate sobre a Geórgia teve lugar ontem, e elaborámos uma resolução, por isso não é necessário reiterar hoje tudo o que foi dito. Queremos prosseguir com a votação, mas como o senhor deputado foi objecto de um comentário, tem a palavra.

 
  
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  Martin Schulz (PSE). - (DE) Senhor Presidente, talvez o senhor deputado Zaleski não tenha ouvido correctamente o que eu disse ontem. Não acusei nenhuma nação. Não é minha intenção atribuir a culpa a nenhuma nação em particular. Quanto aos crimes contra a humanidade cometidos pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, manifestei, em mais do que uma ocasião, vergonha pelo comportamento da minha nação, em nome da qual foram cometidos esses crimes.

Gostaria de o reiterar aqui e agora. Sou um dos alemães que querem impedir que isso se repita. Mas uma coisa é verdade: qualquer político responsável, qualquer homem ou mulher que lidere um governo e pretenda resolver os problemas do seu país pela força das armas exclui-se do Direito internacional, e isso aplica-se ao senhor Saakashvili.

(Aplausos)

 
  
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  Presidente. − Senhoras e Senhores Deputados, essa é uma questão que nos preocupa muito a todos. Não pretendo que o meu discurso no Conselho Europeu seja uma tentativa bem-sucedida de combinar todas as diferentes posições, mas recomendaria que o lessem, porque penso que a maioria dos deputados deste Parlamento verá a sua posição reflectida nesse documento.

 
  
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  Jörg Leichtfried (PSE). - (DE) Senhor Presidente, talvez me tenha escapado também, mas eu gostaria de ouvir finalmente, a título oficial – por outras palavras, dito por si – se os muitos rumores que circulam no Parlamento são verdadeiros e o que vai acontecer em relação a Estrasburgo nas próximas semanas.

 
  
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  Presidente. − Eu tencionava fazer uma declaração sobre esse tema no final da sessão, porque gostaria de evitar um debate sobre isso neste momento.

(Aplausos)

Podemos concordar que eu farei uma declaração no final sobre o que ficou decidido, a fim de podermos avançar com a votação neste momento? Os senhores receberão também uma comunicação sobre essa matéria. Peço que consultem as vossas caixas de correio electrónico. Ainda assim, farei uma declaração no final, quando ainda estiverem todos presentes.

 
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