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Proċedura : 2018/0135(CNS)
Ċiklu ta' ħajja waqt sessjoni
Ċiklu relatat mad-dokument : A9-0146/2020

Testi mressqa :

A9-0146/2020

Dibattiti :

PV 14/09/2020 - 19
PV 14/09/2020 - 21
CRE 14/09/2020 - 19
CRE 14/09/2020 - 21

Votazzjonijiet :

PV 15/09/2020 - 9
PV 16/09/2020 - 12

Testi adottati :

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Dibattiti
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It-Tnejn, 14 ta' Settembru 2020 - Brussell Edizzjoni riveduta

19. Abbozz ta' deċiżjoni tal-Kunsill dwar is-sistema ta' Riżorsi Proprji tal-Unjoni Ewropea (dibattitu)
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PV
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  Der Präsident. – Als nächster Punkt der Tagesordnung folgt die Aussprache über den Bericht von José Manuel Fernandes und Valerie Hayer im Namen des Haushaltsausschusses über den Entwurf eines Beschlusses des Rates über das Eigenmittelsystem der Europäischen Union (10025/2020 – C9-0215/2020 – 2018/0135(CNS)) (A9-0146/2020).

Wie Sie alle wissen, ist das Eigenmittelsystem auf der einen Seite wegen der politischen Unabhängigkeit und Handlungsfähigkeit der Europäischen Union und auf der anderen Seite für die Rückzahlung der Aufnahme der jetzt notwendigen Mittel für den „Next Generation EU“-Fonds so wichtig.

Ich darf Sie ebenfalls darauf hinweisen, dass in dieser Debatte keinerlei spontane Wortmeldungen und keine blauen Karten akzeptiert werden.

 
  
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  José Manuel Fernandes, relator. – Senhor Presidente, queria saudar o Conselho, saudar também a Comissão, todas as colegas e todos os colegas. Hoje nós damos luz verde, com a aprovação que se realizará esta semana, não só para a introdução do novo recurso próprio mas sobretudo para a concretização do Fundo de Recuperação. Com a nossa decisão, com o nosso parecer, o Conselho pode imediatamente avançar com o processo de decisão de aprovação, que deve ser por unanimidade no Conselho, e depois a ratificação por parte dos parlamentos nacionais em função da Constituição de cada Estado-Membro.

Trabalhamos de uma forma rapidíssima porque nós queremos o Fundo de Recuperação pronto e disponível em janeiro de 2021 - logo em 1 de janeiro -, e a minha pergunta já para o Conselho, e para o representante do Conselho, o Senhor Ministro, é: quando é que o Conselho vai aprovar esta decisão? É que nós instámos o Conselho a aprovar de imediato esta decisão de novos recursos próprios porque nós sabemos que normalmente a ratificação demora entre um ano e meio a dois anos, e é urgente para os cidadãos da União Europeia que esperam este Fundo de Recuperação, é essencial para a economia, para a competitividade, e é essencial também para a coesão territorial, económica e social.

Este Fundo de Recuperação traz também um novo desafio: nós temos depois de pagar os juros e as amortizações e os novos recursos próprios são uma solução. Nós não queremos sobrecarregar os cidadãos da União Europeia. Nós também não queremos penalizar as gerações futuras e cortar os programas e cortar as políticas da União Europeia, e por isso defendemos novos recursos próprios com um princípio simples: devem ser suficientes para pelo menos pagar os juros e pagar as amortizações. Nós sabemos bem que, neste Fundo de Recuperação de 2021 a 2027, teremos só 12,9 mil milhões de euros para os juros, mas depois até 2058 teremos de pagar juros e teremos de pagar as amortizações, e eu espero que o Conselho esteja de acordo com este princípio: são precisos novos recursos próprios para pagarem os juros e para pagarem as amortizações, porque nós não queremos pedir mais dinheiro aos Estados-Membros, dado que tal significaria pedir mais impostos aos cidadãos. E, por outro lado, não podemos penalizar as gerações futuras, não podemos ter cortes nas políticas, e a nossa proposta é simples e assenta em princípios com que todos também deveriam concordar. Por exemplo, quem não paga deve pagar, e por isso nós pedimos que os gigantes do digital sejam tributados.

Para além disso, nós queremos reforçar a competitividade da União Europeia e, por isso, o mecanismo nas fronteiras relativamente ao carbono é uma possibilidade de nós reforçarmos a competitividade, termos receitas e convidarmos os outros países que não têm os mesmos standards ambientais a também eles darem um contributo para o objetivo do combate às alterações climáticas.

E, portanto, os novos recursos próprios, para além de não penalizarem os cidadãos da União Europeia, devem estar em linha com os objetivos e as políticas da União, o combate às alterações climáticas, ou o reforço da competitividade. E algo que também consideramos muito importante é que, para além da ligação dos novos recursos próprios aos juros e às amortizações, era importantíssimo que os juros e as amortizações fossem contados acima dos plafonds do quadro financeiro plurianual.

 
  
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  Valérie Hayer, rapporteure. – Monsieur le Président, Monsieur le Commissaire, Monsieur le Ministre, chers collègues, notre rapport répond à une question légitime que tous se posent. Cet emprunt de 750 milliards d’euros, c’est bien, c’est fabuleux, c’est historique, vraiment. Mais qui va le rembourser?

Trois possibilités. Première possibilité: nous prenons l’argent des programmes européens pour rembourser cette dette que nous tirerions comme un boulet au pied jusqu’en 2058. Il faudrait alors expliquer aux jeunes qu’ils ne peuvent plus partir en Erasmus, aux agriculteurs que la souveraineté alimentaire passe par une baisse de la PAC, aux chômeurs que le Fonds social européen ne peut plus financer leur réinsertion. Qui pour comprendre et pour expliquer cela?

Deuxième possibilité: les États remboursent cette dette via une hausse des contributions nationales, c’est à dire une hausse des impôts sur les citoyens européens.

Je vais être très claire: ces deux solutions sont absolument inacceptables. Ceux qui ont perdu leur emploi ou leurs revenus à cause de la crise n’ont pas en plus à payer pour la relance, que ce soit par des impôts supplémentaires ou par moins d’opportunités.

Pour nous, députés européens, il y a une troisième option, la seule viable à nos yeux. Pour cela, il va falloir franchir le Rubicon, assumer une évidence: celle de la création de nouvelles ressources propres. Car pour tous les pro-européens, dont je fais partie, il s’agit bien là d’une évidence: l’évidence que l’Union est le niveau optimal pour assurer la justice fiscale à l’échelle de notre continent. Soulignons que nous ne réinventons pas la roue. Ce que nous défendons n’est que la traduction juridique de ce que les chefs d’État et de gouvernement ont décidé, lors de ce sommet du 21 juillet dernier, dans leurs conclusions politiquement contraignantes.

Alors j’entends déjà, çà et là, les pourfendeurs de l’Europe crier à un impôt imaginaire sur les ménages européens. Et bien je vous regarde droit dans les yeux, vous qui êtes à la droite extrême de cet hémicycle. Serez-vous capable d’expliquer à vos compatriotes, demain, que par dogmatisme vous refusez de protéger leur portefeuille? Quelle ironie pour ceux qui s’auto-érigent en protecteurs des petites gens face aux grands de ce monde.

Vous trouvez normal, vous, qu’aujourd’hui, les géants du numérique, qui sont sortis renforcés de cette crise, ne contribuent toujours pas à la juste hauteur de leurs profits alors même que nombre d’Européens doivent aller ronger leur épargne? Vous trouvez normal que les grandes entreprises chinoises, qui exportent massivement en Europe des produits à l’empreinte carbone ahurissante et à des prix ultra agressifs, sans être soumises aux mêmes normes, ne compensent pas leur impact environnemental? Vous trouvez encore normal, vous, de laisser les multinationales pratiquer l’optimisation fiscale, les institutions financières spéculer à outrance ou encore d’entretenir le dumping fiscal en Europe? Eh bien, moi, je ne trouve pas cela normal. Ce sont ces acteurs qui doivent payer pour la relance. Je refuse que les Européens soient mis à contribution. Bien sûr, pour cela, il faudra de la volonté et du courage politique.

Monsieur le Commissaire, Monsieur le Ministre, vous l’aurez compris, ce rapport dont nous débattons aujourd’hui n’est pas un simple rapport budgétaire un peu complexe, un peu «techno», un peu rébarbatif. Non, ce dont nous discutons aujourd’hui va bien plus loin. Ce que nous défendons aujourd’hui, c’est une Europe dans laquelle les États ne s’écharpent plus tous les sept ans, au cours de longs sommets de plusieurs jours, dans le but de déterminer quel est leur taux de retour ou comment acheter des États riches mais radins à coup de rabais indécents. Le choix qui est sur le point d’être acté entre les États et les parlementaires européens est absolument crucial. Il déterminera si l’Union se dirige irrémédiablement vers un statut d’organisation internationale, comme l’OMS, dont la survie dépend seulement du bon vouloir de ses États membres, ou bien si l’Union sera enfin armée de ses propres moyens pour faire respecter ses normes et ses valeurs, pour assurer à la prochaine génération d’Européens un avenir prospère et vert, libre de toute dette, si ce n’est celle de la reconnaissance.

 
  
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  Michael Roth, amtierender Ratspräsident. – Herr Präsident, verehrte Abgeordnete! Das Jahr 2020 wird in die Geschichte des vereinten Europas eingehen.

Die geplante Reform des Eigenmittelsystems ist ein Epochen- und ein Paradigmenwechsel für die Europäische Union. Ich hoffe, dass wir uns alle dieser besonderen Verantwortung in diesen außergewöhnlichen Zeiten bewusst sind. Denn wir alle wissen auch, dass das Eigenmittelsystem, solange es es gibt, in allen Institutionen der Europäischen Union hoch umstritten war. Nicht nur bei Ihnen, verehrte Abgeordnete, auch im Rat und in der Kommission.

Was wir jetzt erreicht haben, hat natürlich wieder einmal etwas mit Krise zu tun – einer schweren und einer außergewöhnlichen, einer schmerzhaften Krise, die viele Menschenleben gefordert hat. Es ist der Europäischen Union wieder einmal am Abgrund stehend gelungen, ein richtiges Signal der Handlungsfähigkeit und der Solidarität zu setzen. Dabei spielt das Programm „Next Generation EU“ eine herausragende Rolle.

Ein großer Finanzbetrag von 750 Milliarden Euro steht den Staaten, den Regionen, den Menschen zur Verfügung, die unter der Pandemie am stärksten gelitten haben. Aber – und da kann ich dem ehrenwerten Berichterstatter nur zustimmen – selbstverständlich muss das Geld schnell fließen, damit es dort ankommt, wo es auch wirklich dringend gebraucht wird.

Voraussetzung dafür ist ein neuer Beschluss über das Eigenmittelsystem. Denn nur dieser Eigenmittelbeschluss eröffnet der Kommission die Chance, die entsprechenden Finanzmittel an den Kapitalmärkten aufzunehmen. Er schafft eine Grundlage dafür, von der aus in dieser außergewöhnlichen Krise schnell und umfassend gehandelt werden kann.

Ich darf Ihnen versichern, verehrte Abgeordnete, dass der Rat sich seiner besonderen Verantwortung in dieser schwierigen Zeit bewusst ist, und Sie können erahnen, dass die Entscheidung über diese weitreichende Reform im Europäischen Rat nicht einfach war. Aber mit Mut und mit Weitblick und mit Solidarität haben wir das geschafft.

Ich will Ihnen noch einmal die wichtigsten Elemente des Beschlussentwurfs vorstellen. Zum einen die 750 Milliarden Euro an Mitteln im Rahmen des „Next Generation EU“-Programms. Es geht aber auch darum, dass wir die Tür geöffnet haben für neue Eigenmittel. Auch hierüber hat es, verehrte Berichterstatterin, eine lange und kontroverse Diskussion gegeben. Der Europäische Rat hat diesem Wunsch Rechnung getragen. Wir werden im Jahr 2021 mit einer neuen Steuer, der Plastikabgabe, beginnen, die auf der Menge an Verpackungsabfällen aus Kunststoff basiert, die nicht recycelt werden.

Der Beschlussentwurf des Europäischen Rates geht sogar nochmal deutlich darüber hinaus, denn es werden auch weitere Eigenmittel skizziert. Der Vorschlag liegt auf dem Tisch, dass im Laufe des Mehrjährigen Finanzrahmens 2021–2027 neue Abgaben auf den Weg gebracht werden. Wir sprechen dabei über eine CO2-Grenzausgleichsabgabe und genauso über die Digitalabgabe, die Ihnen hinlänglich bekannt ist. Und es geht auch um einen überarbeiteten Vorschlag für das Emissionshandelssystem. Der Europäische Rat hat in seinen Schlussfolgerungen auch einen möglichen Pfad für die Finanztransaktionssteuer aufgezeigt, die dann EU-weit einzuführen ist. Genau dieser Pfad zeigt auf, welche Chance auch mit diesem Eigenmittelbeschluss verbunden ist.

Ich kann Ihnen deshalb versichern, dass wir alle ein großes Interesse daran haben, schnellstmöglich zu einem Beschluss zu kommen, damit der Mehrjährige Finanzrahmen, aber auch das Aufbauinstrument „Next Generation EU“ finanziert werden kann.

Ich möchte mich noch einmal ausdrücklich beim Ausschussvorsitzenden, Herrn Van Overtveldt, aber auch bei der Berichterstatterin, Frau Hayer, und bei dem Berichterstatter, Herrn Fernandes, bedanken. Denn nur durch ihren Einsatz ist es möglich gewesen, dass das Plenum des Europäischen Parlaments sich mit diesem wichtigen Beschluss so schnell befasst.

Ich kann Ihnen versichern – das war ja auch die Frage von Herrn Fernandes –, dass auch der Rat, natürlich auch im Lichte Ihrer Beratung, eine schnellstmögliche Beschlussfassung herbeiführen will. Ich möchte aber diese Aussprache noch einmal auch als Gelegenheit nutzen, um Ihnen etwas nahezubringen, was wir nicht unterschätzen sollten. Wir können den Eigenmittelbeschluss nicht isoliert von dem Gesamtpaket betrachten und debattieren, also vom MFR, von „Next Generation EU“ und auch von anderen Dingen, wie der Rechtsstaatskonditionalität.

Deshalb müssen wir dieses Paket zusammenbehalten. Deshalb bitte ich Sie, auch in den nächsten Tagen und Wochen mit uns gemeinsam hart und konstruktiv daran zu arbeiten, dass wir möglichst schnell zu einer umfassenden Einigung über dieses Gesamtpaket kommen.

 
  
 

(Die Aussprache wird unterbrochen.)

 
Aġġornata l-aħħar: 8 ta' Diċembru 2020Avviż legali - Politika tal-privatezza