Der Präsident. – Als nächster Punkt der Tagesordnung folgt die Aussprache über den Bericht von José Manuel Fernandes und Valérie Hayer im Namen des Haushaltsausschusses über den Vorschlag für einen Beschluss des Rates zur Änderung des Beschlusses (EU, Euratom) 2020/2053 über das Eigenmittelsystem der Europäischen Union (COM(2021)0570 - C-0034/2022)) (COM(2023)0331 – C9-0034/2022 C9-0211/2023 – 2021/0430(CNS)) (A9-0295/2023).
Valérie Hayer, rapporteure. – Monsieur le Président, Monsieur le Commissaire, chers collègues, depuis 2019, nous avons repris avec José Manuel Fernandes, que je salue ici, le flambeau des ressources propres. Un dossier emblématique, et pour certains un serpent de mer. Je dois bien avouer que depuis tout ce temps, je me demande parfois comment les dirigeants nationaux dans les années 50 s’étaient mis d’accord dès le premier coup pour que l’Europe soit entièrement financée par de véritables ressources propres. C’était l’époque où les grandes entreprises actives dans les secteurs du charbon et de l’acier payaient une taxe directement à la CECA, à l’institution européenne. Une époque où l’autonomie financière de l’Europe était une volonté affichée des leaders nationaux. Cette volonté, elle avait même été renouvelée dans les années 60 avec les droits de douane.
Mais, il faut le reconnaître, cet esprit a fané avec le temps. Les contributions nationales se sont imposées comme la nouvelle norme. Les États ont repris la main. Résultat, il ne se passe plus une négociation budgétaire où les contributeurs nets ne tapent sur les bénéficiaires nets. Loin, très loin de l’esprit de solidarité qui a fondé et qui, je le crois toujours, caractérise notre Union. Quand on parle d’argent, ce sont les égoïsmes nationaux qui reprennent le dessus. La surdépendance aux contributions nationales nous a menés à une impasse, avec un budget bloqué à 1 % du PIB de l’Union pour, j’ai envie de dire, presque l’éternité.
Alors, chers collègues, je nous pose une question existentielle: est-ce que l’Europe sera capable de s’élargir, ou plutôt sera-t-elle capable de fonctionner dans ces conditions: avec encore plus de membres, mais avec les mêmes règles anachroniques, la même façon de financer notre avenir commun? Je ne veux pas, moi, d’une Europe où 35 ministères des finances nationaux, chacun avec leurs propres contraintes, tirent l’action de l’Europe vers le bas, faute de volonté politique.
Chers collègues, le temps est venu. Le temps est venu de faire respecter la promesse qui a été faite avec ce plan de relance. La dette contractée ne devra pas être remboursée par les États avec les impôts des contribuables. Il est aussi hors de question de passer par des coupes dans nos soins de santé ou encore dans Erasmus. Le temps est donc venu d’acter ces nouvelles ressources propres. Les droits à polluer du marché carbone européen qui existent depuis 2003, ils sont européens? Ils vont donc au budget européen. La taxe carbone aux frontières, elle est bien européenne? Elle va donc au budget européen. Les grandes multinationales prospèrent grâce au marché européen? Elles contribuent donc au budget européen. Sortons de cette fébrilité, et assumons avec force – imposons même – ce qui est une évidence et qui aurait dû le rester. Si une politique européenne génère de l’argent, alors cet argent doit revenir à l’Europe.
Et au-delà de l’évidence, de la cohérence, défendons ce qui est désormais devenu primordial. En 2028, dans un peu plus de quatre ans, l’Union européenne sera tenue juridiquement de commencer à rembourser la dette contractée pour le plan de relance. On parle de 20 milliards d’euros par an. Si les États ne se décident pas à franchir un cap politique, le cap politique qu’ils s’étaient engagés eux-mêmes à respecter en 2020, alors nous courons droit à la solution que personne, personne ne veut: un remboursement par les États. Et en votant ce rapport aujourd’hui, nous signalons aussi aux États qu’un tel scénario ne serait pas de la responsabilité des parlementaires.
José Manuel Fernandes, relator. – Senhor Presidente, Senhor Comissário, Caras e Caros Colegas, em primeiro lugar, as minhas palavras vão para a corelatora Valérie Hayer, com quem temos feito um trabalho profícuo para este objetivo, este desiderato já antigo, que é o de termos novas receitas para o Orçamento da União Europeia.
Sempre foi um objetivo nosso e, aliás, há que referir que as receitas do Orçamento da União deviam ser genuínas. Ninguém se pode sentir o dono do orçamento, um orçamento onde todos são beneficiários, onde é inaceitável a distinção entre beneficiários líquidos e contribuintes líquidos.
Com esta proposta e em face da urgência do pagamento da dívida do Plano de Recuperação e Resiliência, nós temos uma solução que não penaliza os cidadãos europeus, uma solução que ajuda, inclusivamente, a que os objetivos políticos nas áreas ambiental e de justiça fiscal sejam também eles concretizados.
Convém referir que o pagamento da dívida do NextGenerationEU, que deu lugar aos Planos de Recuperação e Resiliência, tem um impacto brutal no orçamento da União Europeia. Esta dívida será paga até 2058. Não esquecer que está dentro do orçamento neste momento, o que lamentamos.
Se nós olharmos para 2021-2027, estavam previstos, só para juros, 15 mil milhões de euros. Pois bem, serão cerca de 30 mil milhões de euros. E depois de 2027 há que pagar também as amortizações e até 2058, o equivalente a cerca de 20% do orçamento da União Europeia.
Seria inaceitável não termos novas receitas cujo montante seja suficiente para o pagamento desta dívida.
Aliás, o Conselho, num acordo interinstitucional, assumiu um roteiro para a criação de novos recursos, com o objetivo, precisamente, de eles serem suficientes para pagar a dívida, de forma a não prejudicarmos nem cortarmos nos fundos e nos programas.
Seria contra as próximas gerações, contra o futuro, contra os agricultores e a coesão, se não tivéssemos novas receitas.
Parabéns à Comissão Europeia porque fez a proposta, cumpriu, tem um conjunto de três novos recursos próprios, baseados no mercado de licenças de emissão, no mercado de carbono e numa receita estatística, um recurso que já existe aplicado às multinacionais.
E com estes recursos nós conseguimos cerca de 45 mil milhões de euros anuais, um montante que é mais do que suficiente para pagar a dívida e para, inclusivamente, reduzir as contribuições nacionais.
Nós não podemos sobrecarregar os cidadãos europeus com mais impostos. Quem não paga, deve pagar. Quem mais beneficia do mercado interno, deve contribuir mais. E, depois, devemos ter receitas, recursos próprios, que ajudem também não só a uma justiça fiscal, uma competição leal, como é exemplo o mecanismo de carbono de ajustamento nas fronteiras, mas que, em simultâneo, também estes novos recursos permitam atingir objetivos ambientais globais e, por isso, o mercado de licenças de emissão e, por isso, o Carbon Border Adjustment Mechanism (Mecanismo de Ajustamento de Carbono).
O Conselho pode decidir, o Conselho tem tudo para decidir e esperemos que não tarde.
Johannes Hahn,Member of the Commission. – Mr President, distinguished co-rapporteurs, honourable Members, indeed, really, thank you for your latest report, the opportunity to debate and, more generally, for your active role on new own resources in recent years.
Your draft consultative opinion on our proposal to amend the own resources decision constitutes yet another element in a series of favourable reactions to our proposals. Thereby, you are providing valuable support to the Commission’s initiatives and setting a constructive dynamic amongst partners in the legislative process. We highly appreciate this.
The Commission has proposed a comprehensive set of new own resources in the process which started in December 2021, adjusted and concluded in 2023. With the latest package, the Commission advanced its deliverables under our institutional agreement by one year for Member States to have all the elements needed for a decision on new own resources.
Right now, sectoral legislation is in place for all own resources proposals, including the CBAM regulation and the ETS Directive, which means that there are no further obstacles to stepping up negotiations on this front.
To recall, the Commission’s proposal of 20 June this year includes amendments for ETS and CBAM own resources, reflecting the sectoral legislation adopted and the new environment. It also includes a new element – a temporary statistical own resource based on company profits. This is not a tax and it will not increase the compliance costs of companies.
I do acknowledge that our adjusted proposal does not fully meet Parliament’s expectations. However, given the complexity and sensitivities of this file, we have to find a delicate, golden mean to ensure an agreement among and with Member States.
In the Council, the dynamic has not been as fast as anticipated. Also, more engagement is recently taking place. We understand Member States’ challenges. However, delaying an agreement on own resources will not make it easier to find a solution later. Overall, this adjusted basket strikes a good balance, delivers on the roadmap of the interinstitutional agreement, it is simple and it can be implemented quickly
To bring to fruition the efforts made so far, new own resources must be operationalised with no delay. An agreement on own resources will be understood as a sign of European cohesion and the ability to deliver on our commitments. An agreement would further reflect positively on the Union’s image on the capital markets, evaluation from rating agencies, and facilitate the repayment of NGO obligations.
Once again, we have a unique chance and a unique responsibility to deliver on our commitments. Importantly, the Commission will not put forward any additional proposals, but I am confident that an agreement on the existing basis is possible.
We will endeavour to support an acceleration of the negotiations and find an agreement before the elections next June. And I was reassured by the incoming Belgium Presidency that they are eager to find a solution and to engage on this subject. In this process, the support of the Parliament will be even more important.
IN THE CHAIR: DITA CHARANZOVÁ Vice-President
Siegfried Mureşan, on behalf of the PPE Group. – Madam President, Commissioner, rapporteurs, the introduction of own resources will make the EU financing more transparent, more predictable and less political. Instead of having politicians every seven years politically decide how we finance the European Union, this will be made in an automatic, in a transparent way. Citizens, enterprises, regions will know exactly that the financing of the Union is secure in the long term. This is why the introduction of own resources is the right path.
We are supporting it as a European Parliament and on behalf of the Group of the European People’s Party, I would like to announce that we are supporting the report as is put forward by the two co-rapporteurs. They have the wide backing of Members of the European Parliament and we are expecting the Council to progress swiftly with work in these areas.
The introduction of own resources will likewise allow Member States to limit their direct contributions to the budget. We will collect the revenues through the own resources and it will also allow us to pay back NextGenerationEU in a stable, transparent way in the long term. This basket of own resources also allows for the responsibility, when it comes to revenues, to be in an equal, balanced manner between Member States and different categories of contributions. Full support for the report.
Eider Gardiazabal Rubial, en nombre del Grupo S&D. – Señora presidenta, señor comisario Hahn, hoy debatimos una propuesta sobre nuevos recursos para el presupuesto europeo y es un primer paso, pero, evidentemente, es muy insuficiente. NextGenerationEU, Ucrania, Gaza, ampliación, autonomía estratégica, inmigración, apoyo a empresas, a jóvenes y a agricultores, inversiones en nuevas energías... son necesidades del presente. Y, por si nos parece poco, la Comisión ayer presentó un plan de apoyo a los Balcanes Occidentales de 6 000 millones de euros.
Querer afrontar todo esto dignamente con un presupuesto del 1 % del PIB es ridículo. Y ridículo también es escuchar a algunos países pedir recortes en políticas fundamentales para poder financiar todas estas nuevas necesidades porque no hay dinero. Los bancos y las eléctricas están teniendo beneficios récord; las transacciones financieras siguen sin ser gravadas; las grandes empresas pagan menos impuestos que cualquier ciudadano; los superricos pagan entre el 0 y el 0,5 % de su riqueza. Ahí está el dinero.
Así que sean valientes y hagan una propuesta para hacer nuestro sistema más justo y nuestro presupuesto más fuerte.
Billy Kelleher, on behalf of the Renew Group. – Madam President, I have sat here many times and discussed a system of own resources, and each time I have to repeat myself.
I am firstly supportive of the EU having own resources. The NextGenerationEU fund was an innovative and essential initiative from the Commission and I strongly supported it. It mobilised over EUR 800 billion to support the EU’s recovery from COVID. But the deterioration of the economic situation in the EU has meant that borrowing costs have rocketed and we need to find a way to repay them.
All that being said, after reading the report again, I find that I have no choice but to vote against it. Despite all the well-known sensitivities around corporation tax, despite the huge efforts and engagement by Ireland and other Member States in signing up to the OECD Pillar I and Pillar II agreements, the Commission is once again trying to introduce a corporate tax without the ability to have proper negotiations and assess the impacts.
I recognise that there is and should be, a discussion on whether the elements of Pillar I and Pillar II should be contributed to the EU budget, but by proposing to introduce temporary own resources based on residual profits of the largest multinational enterprises, the Commission is risking undermining any future debate on a permanent solution.
The Commission has framed this own resource as a temporary statistical own resource, but it is effectively a precursor to BEFIT. Commissioner, I cannot support such a proposal without allowing Pillar I and Pillar II to be properly implemented in the EU Member States, so that we can have a full assessment on its impact.
David Cormand, au nom du groupe Verts/ALE. – Madame la Présidente, merci aux corapporteurs pour leur travail et le suivi sur ce dossier qui aura été l’un des fils rouges de cette mandature: la création de nouvelles ressources propres pour l’Union européenne.
Le Parlement a toujours été clair sur ses demandes: un budget européen fort pour une Europe forte. Pour cela, la solution la plus transparente, la plus juste, la plus démocratique, c’est de doter l’Union et le Parlement de réelles compétences fiscales. Après quatre ans de discussions, nous obtenons enfin de nouvelles ressources propres qui visent à couvrir le remboursement du plan de relance suite à la crise de la COVID. Mais ce paquet reste bien loin des attentes de notre Parlement. L’accord interinstitutionnel est pourtant clair en prévoyant un ensemble de ressources nouvelles bien plus importantes et plus équitables socialement que celles de ce premier paquet.
Nous attendons donc les nouvelles propositions de la Commission, à commencer par la taxation des entreprises. La proposition de ressources propres statistiques basées sur les profits des entreprises, environ 16 milliards d’euros par an, est un aveu d’échec face au Conseil qui traîne les pieds sur une fiscalité juste des multinationales. Elle sera remplacée à terme par la proposition législative BEFIT. Or, celle-ci rate la cible de la lutte contre les paradis fiscaux dans l’Union, qui est l’éléphant dans la pièce du Conseil, lorsque l’on veut atteindre une fiscalité juste et équitable.
Nous continuerons de porter la nécessité d’un paquet fiscalité juste, incluant une meilleure imposition de ceux qui échappent aujourd’hui largement à l’impôt, en proposant de mieux fiscaliser les plus-values, les rachats d’actions, la fortune, le kérosène et les transactions financières.
Eugen Jurzyca, za skupinu ECR. – Pani predsedajúca, prvotným cieľom Next Generation EÚ bolo zmierniť socio-ekonomické dopady pandémie. To je moja prvá poznámka. V procese implementácie sa prešlo na ciele digitalizácie a Zelenej dohody. Neskôr sa zdroje využívali na riešenie energetickej krízy a na Ukrajinu. To svedčí skôr o tom, že ciele tohto balíka neboli od začiatku celkom jasné. Evidentne nebolo treba vytvoriť taký veľký fond na riešenie dopadov pandémie, keď sa peniaze nakoniec použili na iné účely. Skutočnými cieľmi zrejme bolo zvýšenie miery prerozdeľovania. Dôsledkom teraz bude zvýšenie daňového zaťaženia členských štátov Európskej únie a aj formou nových európskych daní, ktoré zaťažia nielen bohatých, ale aj chudobných.
Druhá poznámka. Dane sa majú zaviesť vtedy, keď je to efektívne, a tam, kde je ich výber efektívny s čo najmenšími škodami na ekonomiku. Renomovaný inštitút Bruegel identifikuje ako vhodnú európsku daň spomedzi návrhov komisie len európsky obchod s emisnými povolenkami.
Tretia poznámka. Uprednostňujem priame platby členských štátov pred novými daňami, lebo je to transparentnejšie.
Posledná poznámka. Všetky ďalšie projekty, ktoré zvyšujú daňové zaťaženie, musia prejsť dramaticky kvalitnejšími analýzami dopadov, než akými na začiatku prešiel Next Generation EU.
Joachim Kuhs, im Namen der ID-Fraktion. – Frau Präsidentin, Herr Kommissar, werte Kollegen! Auch dieses Thema der neuen Eigenmittel treibt mir die Schamesröte ins Gesicht. Denn mit diesem neuen Finanzierungsplan beschleunigen Sie noch auf dem vor einigen Jahren falsch eingeschlagenen Weg in die Knechtschaft.
Seit Sie vor drei Jahren das System der neuen Eigenmittel in das Gesamtpaket aus NextGenerationEU, Sieben-Jahres-Plan und Rechtsstaatlichkeitsmechanismus gepackt und die Vetos von Polen und Ungarn auf wundersame Weise aus dem Weg geräumt haben – seitdem ist klar, was Sie wollen: Sie wollen eine neue EU, eine EU, die, anders als in den Verträgen vorgesehen, weitgehend unabhängig ist von den Mitgliedstaaten, wo es kein Veto mehr gibt und wo die Kommission Schulden machen und schalten und walten kann, wie sie will.
Aber, meine Damen und Herren, haben Sie auch die Bürger gefragt, was die wollen? Und da kann ich Ihnen sagen: Die wollen keinen EU-Superstaat, nicht einmal die braven Deutschen. Und wenn die Bürger wüssten, was Sie alles an neuen Eigenmitteln und sonstigen Grausamkeiten planen und welche Belastungen auf sie zukommen, dann würden Sie in den nächsten Wahlen hinweggefegt, dann würden Sie keinen Fuß mehr auf den Boden bekommen.
Da die Bürger aber dank der Kontrolle der Mainstream-Medien nichts davon erfahren werden, sage ich Ihnen voraus, dass spätestens, wenn den Deutschen das Geld ausgeht und wenn Sie die bankrotte Ukraine in die EU aufnehmen, dann viele Mitgliedstaaten das Schiff verlassen werden. Stoppen wir den Weg in die Knechtschaft, damit Ihr werter Landsmann, Herr Hayek, weiter ruhig schlafen kann.
Δημήτριος Παπαδημούλης, εξ ονόματος της ομάδας The Left. – Κυρία Πρόεδρε, στηρίζω την έκθεση της κυρίας Hayer και του κυρίου Fernandes, γιατί επαναλαμβάνει μία σταθερή πάγια θέση του Ευρωπαϊκού Κοινοβουλίου που την υποστηρίζουμε από το Ευρωπαϊκό Λαϊκό Κόμμα μέχρι και την Αριστερά, με την αρνητική εξαίρεση της αντιευρωπαϊκής άκρας δεξιάς.
Γιατί στηρίζουμε αυτή την έκθεση; Γιατί πρέπει να τιμήσουμε και να υπηρετήσουμε το θετικό βήμα της δημιουργίας του Ταμείου ανάκαμψης και γιατί πρέπει τους στόχους που έχουμε δώσει στους πολίτες υπόσχεση να υλοποιήσουμε να μπορέσουμε να τους πραγματοποιήσουμε, χωρίς να χρειαστεί να περικόψουμε κονδύλια από τη Συνοχή, από την Κοινή Αγροτική Πολιτική, από την καινοτομία, από το Erasmus. Γι’ αυτό χρειαζόμαστε να υλοποιηθεί η διοργανική συμφωνία, για τη δημιουργία νέων ίδιων πόρων. Για να ξεφύγουμε επιτέλους από αυτήν την κατάσταση, όπου ο ευρωπαϊκός προϋπολογισμός παραμένει με ευθύνη του Συμβουλίου καρφωμένος στο εντελώς ανεπαρκές ύψος του 1% του ευρωπαϊκού ΑΕΠ. Με 1% του ευρωπαϊκού ΑΕΠ ευρωπαϊκό προϋπολογισμό, κυρίες και κύριοι συνάδελφοι και κύριε Hahn, γνωρίζετε και εσείς πολύ καλά ότι δεν μπορούν να υπηρετηθούν οι στόχοι που θέτει η Επιτροπή, που θέτει το Συμβούλιο, που ζητά ακόμη πιο φιλόδοξους το Ευρωπαϊκό Κοινοβούλιο. Γι’ αυτό πρέπει να εγκρίνουμε αυτήν την έκθεση και γι’ αυτό πρέπει εσείς της Επιτροπής, κύριε Hahn, στηριγμένοι και στη στήριξη του Ευρωπαϊκού Κοινοβουλίου, να πιέσετε το Συμβούλιο να σταματήσει τις καθυστερήσεις και να υλοποιήσει τη διοργανική συμφωνία για τα βήματα που έχουν συμφωνηθεί.
Antoni Comín i Oliveres (NI). – Madame la Présidente, les fonds NextGenerationEU ont été financés par une émission de dette conjointe et donc la pandémie de la COVID nous a fait briser les tabous des banques européennes. C’était une grande avance, mais maintenant arrive le moment de rendre cet argent aux créanciers. Et nous savons qu’il n’y a que trois façons de faire ça.
Soit nous augmentons les contributions nationales, ce qui, nous le savons tous, génère un débat qui empoisonne facilement les relations entre les contributeurs et les bénéficiaires nets du budget de l’Union. Soit nous réduisons les programmes et les politiques du budget communautaire, ce qui est le rêve des eurosceptiques. Soit nous opérons une augmentation décisive, pour ne pas dire historique, des ressources propres de l’Union. Je suis heureux que ce Parlement soutienne la troisième de ces options, celle d’augmenter les ressources propres, et qu’il le fasse avec ces trois instruments fiscaux: une augmentation du pourcentage de ce qui est collecté sur les marchés européens dans les émissions de carbone, les mécanismes d’ajustement carbone aux frontières et une ressource propre basée sur les bénéfices des entreprises.
Ainsi, nous faisons les premiers pas vers un système fiscal européen. Mais c’est seulement le premier pas. Il faut aller beaucoup plus loin. Il ne faut pas oublier que l’Union ne peut pas fonctionner comme une union économique et monétaire sans une union fiscale. Cela doit être l’objectif final, et des réformes comme celles dont nous discutons aujourd’hui nous aident à progresser vers cet objectif.
Jan Olbrycht (PPE). – Pani Przewodnicząca! Panie Komisarzu! Przede wszystkim chciałbym podkreślić, że należy wskazać z ogromnym szacunkiem na rolę sprawozdawców, którzy w sposób niezwykle konsekwentny realizują plan Parlamentu Europejskiego, żeby doprowadzić jednak do zasadniczych zmian. Warto to odnotować, ponieważ w polityce nie zawsze się zdarza, że ktoś jest konsekwentny i postępuje zgodnie z pewnym określonym planem.
Nowe dochody własne Unii Europejskiej – jak widać z dyskusji, która się toczy – mają swoje dwa oblicza. Po pierwsze, chodzi o pytanie, jak spłacimy ogromny dług na rynkach finansowych: czy będziemy mieli nowe źródła dochodu, czy też będziemy musieli zmienić w ogóle charakter budżetu europejskiego i zredukować finansowanie polityki europejskiej bądź zwiększyć składkę do Unii Europejskiej?
I drugie oblicze, które tutaj się pojawia, czyli pytanie dotyczące tego, jaka ma być Unia. Czy ma być zmieniona struktura dochodów? Czy Unia ma być silniejsza, bardziej niezależna i ważna na rynkach finansowych? I pytanie do Rady: który z tych elementów dla Rady jest ważny, jeżeli Rada nie podejmuje działań?
Margarida Marques (S&D). – Senhora Presidente, Senhor Comissário, o reembolso do NextGenerationEU e os alargamentos da União Europeia não são para amanhã, mas são desafios maiores e urgentes da União Europeia, um e outro com enormes implicações no orçamento da União Europeia.
Para reembolsar o NextGenerationEU, há um compromisso interinstitucional de mobilizar novos recursos próprios, com um calendário bem definido, também como instrumentos de políticas europeias no clima ou na justiça fiscal.
Para criar condições para novos alargamentos, é fundamental definir uma nova arquitetura orçamental da União Europeia. O modelo atual não serve. O orçamento da Europa a 27 é bem diferente do orçamento de uma Europa a 35.
E aqui, mais uma vez, os novos recursos próprios são fundamentais. Ou vamos cortar na coesão, nas bolsas Erasmus, no apoio às PME, na investigação, ou vamos pedir um maior financiamento aos Estados-Membros.
Desafios urgentes - todos nós conhecemos o tempo da decisão política democrática na União Europeia.
Janusz Lewandowski (PPE). – Pani Przewodnicząca! Panie Komisarzu! Ja jestem żywą pamięcią poprzednich prób wprowadzenia nowych zasobów własnych Unii Europejskiej. Komisarz Hahn jest świadkiem, że nie były to próby udane. Co się udało zrobić od tego czasu? Uprościć VAT oraz wprowadzić podatek od nieutylizowanego plastiku. To nie jest zbyt wydajne źródło zasilania budżetu. W dodatku wymaga rekompensat dla takich krajów jak Polska, które źle sobie radzą z utylizacją plastiku.
Ten nowy pakiet jest opóźniony, ale on nie jest opcją. To jest pakiet, który jest koniecznością, by spłacić wielkie długi bez uszczerbku dla finansowanych obecnie programów Unii Europejskiej i dla kopert narodowych, więc jest to kwestia wiarygodności Unii Europejskiej. Mam nadzieję, że państwa, które zgodziły się na New Generation EU z pełną świadomością, że wymaga to nowych zasobów, są właśnie tego świadome.
Catch-the-eye procedure
Ljudmila Novak (PPE). – Gospa predsednica, spoštovani gospod komisar, kolegice in kolegi! Lastna sredstva v Evropski uniji oziroma v njenem proračunu bodo vedno bolj pomembna in tudi potrebna.
Poročevalca sta dejala, da se egoizem v državah članicah povečuje. Bojim se, da se bo ta egoizem še povečeval, predvsem ob različnih krizah.
Ob predvidenih širitvah Evropske unije bomo imeli še več neto prejemnic. Kandidatke in potencialne kandidatke so manj razvite države, ki pričakujejo sredstva iz evropskega proračuna oziroma skladov.
Čeprav imamo vse članice Evropske unije veliko prednosti ob širitvah, pa bodo državljani, davkoplačevalci neto plačnic, vedno bolj glasni. Zato nujno potrebujemo stabilne lastne vire, ob tem pa je seveda treba obdavčiti tiste, ki imajo velike dobičke na račun evropskih davkoplačevalcev pa so do sedaj bili premalo ali skoraj nič obdavčeni.
Maria Grapini (S&D). – Doamna președintă, domnule comisar, stimați colegi, nimic nu poate fi mai important pentru funcționarea pieței interne decât resursele, resursele proprii. Și este bine că avem acest raport și facem o analiză, însă vreau să spun foarte clar: trebuie să încetăm să împrumutăm pe spatele cetățeanului bani.
Domnule comisar, avem niște agenții care trebuie să se ocupe, de la Europol, Curtea de Conturi Europeană, Parchetul European, care a fost înființat cu scopul de a diminua, dacă nu de a pune capăt evaziunilor fiscale, paradisurilor fiscale. Deci o politică bună pentru resurse proprii este să colectăm, nu să adăugăm taxe.
De aceea cred că este o sarcină foarte importantă, pentru că nu va putea funcționa o piață internă extinsă cu 35 de state dacă nu punem capăt politicilor de eludare până la urmă a legii și trecerea banilor în alte zone, în zone de paradis fiscal.
Cred că avem nevoie de o nouă politică, de o nouă gândire, dar mai ales de o implementare corectă a politicilor fiscale.
Marc Tarabella (NI). – Madame la Présidente, l’Europe veut servir de rempart pour les citoyens contre les crises économiques, sociales et climatiques et, on le constate tous les jours, la question budgétaire dans ces combats est centrale. Nous devons nous engager pleinement dans la transformation profonde de notre modèle économique, un modèle dans lequel l’Europe peut s’appuyer budgétairement sur des ressources propres, un modèle dans lequel seraient pris en compte une réelle taxe sur les transactions financières, un impôt sur la fortune pour les particuliers, une extension de la taxe sur les bénéfices excédentaires à tous les secteurs ayant profité des crises mondiales, une taxe européenne minimale sur les plus-values et tous les éléments qui pourront permettre enfin d’établir plus de justice fiscale.
Il est impératif pour l’Europe d’avoir un système de financement du budget plus transparent, plus équitable, et de doter l’Union européenne de ressources propres. Continuer à dépendre uniquement des dotations nationales n’a aucun sens. Nous empêcher de prélever directement des rentrées constitue un handicap quasi insurmontable si l’on veut mener des politiques audacieuses, courageuses, solidaires, autonomes, qui vont dans le sens de l’intérêt général.
(End of catch-the-eye procedure)
Johannes Hahn,Member of the Commission. – Madam President, honourable Members, again, thank you for this valuable and supportive debate. I think your suggestions are legitimate and have always been extremely useful for us.
At the same time, as every new economic and political phase has its opportunities and threats, we must constantly evaluate, if not to say re-evaluate the context and reconcile all the elements and constraints. But building on the momentum and, of course, of agreed legislation for SEPA and ETS, but also on our swift and pragmatic proposal this last summer, we believe it’s high time to get new own resources and we will not spare any effort to support an agreement by June next year.
And, once again, thank you for your support. And it was said we should put pressure on the Council. I think we have to do it together, but I have no doubts on this. And, once again, thank you for this debate, but also for all your efforts and engagement on this subject.
José Manuel Fernandes, relator. – Senhora Presidente, Caras e Caros Colegas, Senhor Comissário, o Parlamento Europeu dará hoje luz verde para a introdução de três novos recursos próprios, três novas receitas para o orçamento da União Europeia.
É urgente que o Conselho decida. É inaceitável que o Conselho adie.
O processo de decisão de recursos próprios é dos mais morosos. A Comissão Europeia fez a proposta, nós damos luz verde, o Conselho tem de decidir por unanimidade e os parlamentos nacionais ratificam segundo a respetiva Constituição.
Esta unanimidade tem de ser bem utilizada, tem de ser utilizada para que haja um equilíbrio. Não é aceitável também aquilo que é uma previsão minha. Há Estados—Membros, que, como de costume, vão usar a unanimidade para tentar ganhos noutros dossiês e chantagear a Comissão Europeia e os outros Estados-Membros. E isso será verdadeiramente inconcebível e inaceitável.
Estes três recursos próprios, um pacote de recursos, não há só um, isto não é só por acaso. Também não é por acaso, porque um toca mais um Estado-Membro, o outro toca mais outro Estado-Membro e o conjunto equilibra-se. Por isso, estes três recursos próprios, que devem avançar com celeridade.
Os desafios da União Europeia não param. Nós temos guerra na Ucrânia, guerra no Médio Oriente, a necessidade de ajuda humanitária, a necessidade da reconstrução da Ucrânia, o objetivo do alargamento. Cada vez mais desafios que não podem significar mais impostos sobre os cidadãos e, aqui, os próximos recursos próprios, para além do objetivo que defendemos em termos ambientais, em termos climáticos, também deverão contribuir para a justiça fiscal e para, e termino, Senhora Presidente, o objetivo do combate à fraude, elisão e evasão fiscais. E na União Europeia, contas da Comissão, é cerca do equivalente a sete orçamentos anuais, 1 bilião de euros que se perde por ano em fraude, evasão e elisão fiscais.
Nós podemos ter mais receitas, beneficiar todos os cidadãos da União Europeia, porque o orçamento da União Europeia beneficia todos e, em simultâneo, responder, afirmativamente e positivamente, aos desafios que temos.
Valérie Hayer, rapporteure. – Madame la Présidente, chers collègues, notre débat n’a fait que renforcer mon intuition: le temps est venu de retrouver du leadership. Et pas n’importe quel leadership. Je parle du leadership d’antan avec les visions des pères fondateurs. Relever la tête, quitter des yeux les tableaux comptables pour regarder là où nous voulons mener l’Europe, nous les parlementaires, les chefs d’État, les ministres, la société civile, les Européens.
Les ressources propres, bien loin de leur aspect technique, sont avant tout une question politique. Ce sont elles qui détermineront la confiance que les marchés continueront à accorder au projet européen. Ce sont elles qui détermineront si oui ou non l’Union européenne aura les mains libres pour faire jeu égal avec les puissances américaines et chinoises dans les prochaines décennies. Ce sont les ressources propres qui définiront la réalité de l’Union européenne de demain: un club d’une trentaine de nations unies pour le plus petit dénominateur commun, ou bien enfin une entité géopolitique, industrielle et écologique forte.
Alors, Monsieur le Commissaire – j’aurais bien voulu le dire aussi à la présidence espagnole, qui n’est pas présente –, croyez en mon soutien et en notre soutien total au travail que vous menez. Il s’agit probablement d’un des combats techniques, politiques et idéologiques les plus durs qu’il soit à Bruxelles, et ce depuis des décennies. Alors, gardez bien à l’esprit que si vous réussissez, votre victoire n’en sera que plus belle.
President. – The debate is closed and the vote will be held today.
Written statements (Rule 171)
Klára Dobrev (S&D), írásban. – Régóta személyes meggyőződésem, hogy az Európai Unió erősödése – ahogy mi ezt otthon, Magyarországon mondjuk – az Európai Egyesült Államok létrejötte – érdekében különösen fontos, hogy az Európai Unió növelje saját, önálló bevételi forrásainak a hányadát. Emiatt is támogatjuk az Európai Bizottság javaslatát.
Távlati és közvetlen céljaink elérése szempontjából is kiemelkedő jelentőséget tulajdonítunk annak, hogy az Európai Bizottság az ETS alapú saját forrásarányát 25%-ról 30%-ra javasolja felemelni, és új saját forrást is javasol a vállalati nyereségek alapján. A javaslathoz kapcsolódó rövid távú hasznot pedig abban látjuk, hogy a javaslat megvalósulása esetén az Európai Unió az 2018-as árakon számolva évente körülbelül 36 milliárd euró, illetve a mai árakon számolva körülbelül 45 milliárd euró többletforráshoz fog jutni.
Természetesen ez a cél akkor válik nemessé, ha azt az Európai Unióban élő emberek javára fordítjuk. Ez az többletforrás nagyrészt elegendő lenne az NGEU költségek refinanszírozásához, és jelentős részét a Szociális Klíma Alapra fordítanák. Ez pedig egy olyan cél, amely a javaslatot méltóvá teszi a támogatásra. Ezt a csomagot ne tekintsük a saját források rendszer hosszú távú globális reformjának végpontjaként. A teljeskörű reformot továbbra is szükségesnek, sőt, elkerülhetetlennek tartom, mert ezt követeli meg az Európai Unió, és az itt élő 450 millió ember érdeke.
Pirkko Ruohonen-Lerner (ECR), kirjallinen. – Keskustelemme komission 20. kesäkuuta 2023 päivätystä ehdotuksesta, jonka tarkoituksena on muuttaa EU:n talousarvion rahoitusta. Komissio haluaa muokata ja päivittää joulukuussa 2021 esittämäänsä suunnitelmaa omien varojen käyttämisestä tähän tarkoitukseen. Näillä hienosäädöillä on tarkoitus varmistaa, että päästökauppajärjestelmään (ETS) ja hiilirajamekanismiin (CBAM) liittyvät varat sovitetaan yhteen 55-valmiuspaketin neuvottelujen tulosten kanssa.
Yksi suuri muutos, jota komissio ehdottaa, on päästökauppajärjestelmään perustuvien omien varojen määrän nosto 25 prosentista 30 prosenttiin. Komissio ehdottaa myös uusia omia varoja, jotka perustuvat yritysten voittoihin. Haluan tehdä selväksi, että minulla on vakavia huolenaiheita tämän ehdotuksen suhteen. En kannata uusien omien varojen luomista, enkä sitä, että Suomea painostetaan entistä enemmän maksamaan takaisin EU:n elpymissuunnitelmasta aiheutuneita velkoja.
Lisäksi on syytä pitää mielessä, että vaikka Euroopan parlamentti yrittää löytää uusia tulonlähteitä, ei sillä ole paljon sananvaltaa näiden uusien omien varojen hyväksymisessä. Yhteenvetona totean, että on tärkeää löytää oikeudenmukainen tasapaino rahoituksen kestävyyden ja sen varmistamisen välillä, että jokainen jäsenvaltio kantaa kohtuullisen taakan.
Alfred Sant (S&D), in writing. – The current financing system of the EU budget is structurally deficient. It needs ‘adjustments’. The EU has assumed new commitments and is consequently facing increasing financial pressures. The Next Generation EU programme already showed the limits of EU budgeting as money needed to be borrowed to finance projects. The COVID pandemic, followed by the Russia-Ukraine war, then the threat of stagflation within the EU, plus the possibility of a major conflict in the Middle East have compounded and reinforced financing requirements. Conceptually, I agree that we need to plan for the introduction of new own resources to cover ongoing and developing EU commitments. However, in this process, the economic sensitivities of each Member State must be respected. The Commission proposal does not take this approach. The introduction of new profit-based tax collection systems at an EU level is a problematic proposal for a number of Member States. Therefore it should not be up for discussion at this time. The constant attempt by major players to enhance EU own resources by imposing a uniform corporate tax at EU-level without the full consent of all Member States is unacceptable. This I cannot approve.
Tom Vandenkendelaere (PPE), schriftelijk. – Met dit verslag zet het Europees Parlement het licht op groen om de financiële middelen van de EU te hervormen. De laatste jaren heeft de Unie zich sterk ingezet om de gevolgen van de COVID-19-pandemie en de Russische invasie van Oekraïne te verzachten. Via NextGenerationEU, het grootste herstelplan ooit binnen de Europese Unie, willen we onze economie groener, moderner en competitiever heropbouwen. Hiervoor zijn we gezamenlijke schulden aangegaan die de Unie moet kunnen opvangen. De nieuwe middelen die de EU hiervoor zal kunnen aanspreken, zijn afkomstig uit het emissiehandelssysteem, het mechanisme voor koolstofgrenscorrectie en een grotere bijdrage van multinationale technologiebedrijven.
Door de budgettaire slagkracht van de EU verder uit te breiden, zullen we in de toekomst meer ruimte hebben voor crisisbeheer en voor de verdere uitbouw van succesvolle programma’s zoals Erasmus of Horizon Europa. Hiervoor moeten we ook geen bijkomende inspanningen van de Europese belastingbetaler vragen. Grote vervuilers zullen daarentegen wel zwaardere bijdragen moeten leveren. Hiermee tonen we aan dat de Europese Unie slagkrachtig kan optreden wanneer nodig, iets wat ook de immer kritische burger niet mag en zal ontgaan.