Ciclo de vida em sessão
Ciclo relativo ao documento : O-0067/2009

Textos apresentados :

O-0067/2009 (B6-0228/2009)

Debates :

PV 05/05/2009 - 13
CRE 05/05/2009 - 13

Votação :

Textos aprovados :


Perguntas Parlamentares
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2 de Abril de 2009
O-0067/2009

PERGUNTA ORAL COM DEBATE O-0067/09

apresentada nos termos do artigo 108º do Regimento

por Astrid Lulling, Jean-Pierre Audy, Joseph Daul, Françoise Grossetête, Véronique Mathieu, Elisabeth Morin, Margie Sudre, Oldřich Vlasák e Dominique Vlasto, em nome do Grupo PPE-DE, Patrick Louis, em nome do Grupo IND/DEM, Jean Marie Beaupuy, Anne Laperrouze, Nathalie Griesbeck e Marielle De Sarnez, em nome do Grupo ALDE, Sergio Berlato, Cristiana Muscardini, Roberta Angelilli, Domenico Antonio Basile, Alessandro Foglietta, Antonio Mussa, Sebastiano (Nello) Musumeci, Giovanni Robusti, Umberto Pirilli e Salvatore Tatarella, em nome do Grupo UEN

à Comissão


  Assunto: Vinhos rosés e práticas enológicas autorizadas

 Resposta em plenário 

No âmbito do debate sobre os regulamentos de aplicação da OCM do vinho, a Comissão pretende suprimir, até 31 de Julho de 2009, os textos em vigor relativos às práticas enológicas passando assim a autorizar o recurso ao loteamento de vinhos brancos e de vinhos tintos sem DOP (Denominação de Origem Protegida) ou IGP (Indicação Geográfica Protegida) para a produção de vinho rosé.

 

Nas últimas décadas, os vitivinicultores de numerosas regiões dos Estados-Membros fizeram  esforços e investimentos consideráveis para elaborar um vinho "rosé" de grande qualidade, reconhecido como vinho de pleno direito e ajustado a uma procura crescente.

 

Esses esforços originaram formas de equilíbrio em termos de economia local e regional e de ordenamento do território. Os profissionais das regiões em causa expressaram, nomeadamente  junto do Parlamento Europeu através do Intergrupo "viticultura, tradição e qualidade", a sua grande inquietação face às consequências graves - a nível económico, ecológico e do emprego - de uma decisão que permitirá o fabrico de  rosé barato. Esta medida poderá igualmente originar confusões entre rosés tradicionais e vinhos misturados, levando a uma concorrência desleal, susceptível de condenar, ainda que a curto prazo, a produção tradicional de vinhos rosé.

 

Tendo em conta estas preocupações e as eventuais consequências nefastas de uma decisão precipitada, estará a Comissão disposta a:

 

1. adiar a decisão supramencionada, prevista para o final de Abril;

 

2. proceder a uma ampla concertação com os profissionais do sector, tendo por base um estudo aprofundado sobre as eventuais  consequências, a nível  económico, social e do ambiente,  da autorização do recurso ao loteamento, e

 

3. propor opções que permitam que o sector vitivinícola europeu  seja mais competitivo tanto nos mercados europeus como em países terceiros, preservando simultaneamente os rosés tradicionais de uma  concorrência desleal?

 

 

Apresentação: 02.04.2009

Transmissão: 06.04.2009

Prazo: 13.04.2009

 

Língua original da pergunta: FR 
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