A pesca no Mediterrâneo 

 
 

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A pesca no Mediterrâneo.  

A pesca é um dos setores mais importantes de abastecimento alimentar europeu e, por razões óbvias, é quase impossível gerir os recursos de acordo com as fronteiras nacionais. O setor é um elemento vital das políticas europeias, incluindo a Politica Comum das Pescas e, claro, do Parlamento. Os eurodeputados votam, esta segunda e terça-feira, 18 e 19 de abril respetivamente, vários acordos importantes com a Libéria e a Mauritânia, e vão destacar, mais uma vez, a situação do Mediterrâneo.

No dia 18 de abril a Comissão parlamentar das Pescas vota num plano para a recuperação do atum rabilho no Atlântico e no Mediterrâneo, numa parceria bilateral, entre a UE e a República da Libéria, e nas novas oportunidades piscatórias e respetivas contribuições financeiras de um acordo de quatro anos com a República Islâmica da Mauritânia.


No dia 19 de abril vai ter lugar o debate "Mar Mediterrâneo: os recursos haliêuticos e estratégias a adotar”, organizado pela mesma comissão parlamentar. No encontro devem ser examinados fatores externos com impacto nos stocks de peixe, como a poluição e as alterações climáticas e os aspetos socioeconómicos do setor das pescas no Mediterrâneo.


Sobrepesca


Se no Atlântico as unidades populacionais de peixe parecem estar a recuperar da pesca excessiva, o mesmo não acontece no Mediterrâneo.


Em 2013, os países da União Europeia capturaram 424 993 toneladas de peixe vivo no Mediterrâneo. De acordo com a Comissão Europeia, 96% dos peixes capturados no fundo do mar são objeto de sobrepesca e o mesmo acontece com 71% das unidades populacionais de águas médias, onde se incluem espécies como a sardinha e a anchova.