Descubra os finalistas ao Prémio Sakharov 2013 

 
 

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O laureado será conhecido a 10 de outubro.  

Os presos políticos bielorrussos Ales Bialatski, Eduard Lobau e Mykola Statkevich, o analista informático que denunciou a espionagem eletrónica dos EUA, Edward Snowden e a jovem ativista paquistanesa para a educação das raparigas, Malala Yousafzai, são os finalistas ao Prémio Sakharov 2013. O laureado será selecionado pelo Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e pelos líderes dos grupos políticos a 10 de outubro.

Os nomes dos finalistas foram anunciados a 30 de setembro após uma reunião das comissões parlamentares dos assuntos externos, do desenvolvimento e da subcomissão dos direitos do Homem. Os três finalistas foram selecionados de uma lista inicial de sete nomeados.


Ales Bialatski, Eduard Lobau e Mykola Statkevich foram nomeados em representação de todos os presos políticos bielorrussos. Encontram-se presos desde a realização de um protesto pacifico realizado na Praça da Independência de Minsk, a 19 de dezembro de 2010, contra a contestada reeleição do Presidente Alexander Lukashenko. Ales Bialiatski é o presidente do centro em favor dos direitos humanos "Viasna", Eduard Lobau é um ativista da "Malady Front" e Mykola Statkevich foi candidato às presidenciais de 2010.


Edward Snowden é um analista informático norte-americano e antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) que divulgou informação classificada sobre a vigilância em massa das comunicações eletrónicas realizada pelos Estados Unidos. Em junho de 2013, as autoridades dos EUA acusaram-no de espionagem, roubo e uso ilegal de propriedade. A Rússia concedeu-lhe asilo temporário em julho.


Malala Yousafzai é uma adolescente paquistanesa de 16 anos que luta pelo direito das mulheres à educação, à liberdade e autodeterminação no vale do Swat no Paquistão, onde o regime taliban tem impedido as raparigas de frequentarem a escola. Tinha 11 anos quando começou a escrever um blogue sob pseudónimo e rapidamente se tornou uma voz contra a opressão. Em outubro 2012, foi baleada na cabeça pelos Taliban. Desde então Malala tornou-se um símbolo da luta pelos direitos das mulheres e o acesso à educação.