Schulz: “A União da Energia é um projeto histórico” 

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Um minuto de silêncio pelas vítimas do ataque terrorista na Tunisia © European Union 2015.  

O Presidente do Parlamento Europeu acolheu com agrado os planos para lançar uma União da Energia qualificando-a como “um projeto histórico a par com a Comunidade do Carvão e do Aço”, durante o seu discurso no inicio da Cimeira de 19 de março. Schulz pediu maior eficiência energética e a diversificação dos fornecedores de energia. “Depender de apenas alguns fornecedores (…) torna-nos vulneráveis a estratégias de dividir para reinar e às ameaças de interrupção do abastecimento", afirmou.

Schulz afirmou que a energia a preços acessíveis é vital e sublinhou que a energia mais barata e limpa ainda não é consumida em primeiro lugar. A União da Energia poderia ainda criar empregos, fomentar o crescimento económico e ajudar o combate às alterações climáticas.


O Presidente do PE pediu aos chefes de Estado e de governo presentes para enfrentarem a dramática taxa de desemprego entre os jovens na Grécia: “não é justo que os mais jovens paguem por uma crise que não causaram.” Pediu que se reconstruisse a confiança e lembrou que somos todos vítimas da crise financeira: “alguns entregam os seus impostos para financiar garantias para outros países, outros pagam ao serem forçados a aceitar cortes na segurança social.”


O Presidente Schulz expressou o apoio do Parlamento aos planos da Comissão Europeia para melhorar o Semestre Europeu, incluindo o maior envolvimento dos parlamentos nacionais. “Se os parlamentos nacionais estiverem realmente envolvidos e tiverem realmente uma palavra a dizer, vão comprometer-se em tornar o Semestre Europeu um sucesso”, explicou.


Relativamente à Ucrânia, o Presidente Schulz instou os Estados-Membros a manterem as sanções, uma ferramenta útil para trazer a Rússia de novo à mesa das negociações, e desaconselhou os países a embarcarem em ações unilaterais: “Devemos continuar a nossa abordagem em duas frentes: manter a pressão política através as sanções à Rússia e ao mesmo tempo reforçar o apoio à Ucrânia", defendeu.


O Presidente também chamou a atenção para a situação volátil na Líbia: “o crescente vazio político abre as portas para grupos jihadistas e redes criminosas.”