Eurodeputados debatem resultados da cimeira europeia sobre a energia e a Grécia 

 
 

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Alguns dos intervenientes no debate.  

A União da Energia, a Grécia e economia foram os temas em destaque num debate em sessão plenária, esta quarta-feira de 25 de março, sobre as conclusões do Conselho Europeu da semana anterior. Os eurodeputados saudaram o projeto para reforçar uma maior colaboração em termos energéticos e chamaram a atenção para a situação na Grécia.

O Presidente do Conselho Europeu defendeu que ainda eram necessárias reformas, apesar da melhoria das perspetivas de crescimento económico. “Agora é o momento de implementar as reformas quando o vento sopra a nosso favor. Ainda temos cerca de cinco milhões de jovens desempregados na União Europeia, por isso não é altura de nos sentarmos para relaxar”, afirmou.


Para Jean- Claude Juncker, a economia está a melhorar graças à queda do preço do petróleo e à variação de 30% na taxa de câmbio do euro em relação ao dólar. "Dá um ótimo impulso ao nosso programa económico de curto-prazo e temos a intenção de aproveitar a oportunidade", afirmou o Presidente da Comissão Europeia.


A eurodeputada francesa do PPE, Françoise Grossetête afirmou que os Estados-Membros deviam investir mais na União da Energia e sublinhou a necessidade de reformas estruturais para relançar o crescimento económico.


Kathleen Van Brempt afirmou que a força da União da Energia depende da influência da Europa. “O que precisamos é de “descarbonizar a economia. Houve uma época em que eramos pioneiros em novas tecnologias, eficiência energética… mas estamos a ser ultrapassados por outras partes do mundo", afirmou a eurodeputada belga do S&D.


Syed Kamall criticou o Conselho Europeu por não discutir a Grécia na cimeira. “Mostrem-nos que vão fornecer soluções. Nada deve ser considerado demasiado quente para ser discutido no Conselho”, afirmou o eurodeputado conservador britânico.


Guy Verhofstadt instou os Estados-Membros a darem um papel de liderança à Comissão nas negociações da União da Energia. "Se os Estados-Membros não atribuírem um papel de liderança à Comissão nas negociações sobre os acordos de energia e os investimentos em interconexões, não teremos uma verdadeira União da Energia”, sublinhou o eurodeputado belga do ALDE.


Neoklis Sylikiotis afirmou que a extorsão financeira de Grécia devia terminar. " Só devíamos implementar as reformas reais que possam ajudar a economia real e solucionar temas como a corrupção e evasão fiscal”, defendeu o eurodeputado cipriota do grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde.


Rebecca Harms (Greens/EFA, Germany) expressou o seu apoio à União da Energia. “Se for feita de forma apropriada poderá ser a melhor forma de proteger o clima, assegurar inovação nos setores industriais e garantir a segurança de abastecimento face à Rússia e outros países de quem somos dependentes atualmente”, explicou a eurodeputada alemã dos Verdes/ALE.


Hoje não é um dia para fazer política. A tragédia de ontem tocou-nos a todos. Os nossos pensamentos estão com as vítimas do acidente”, afirmou o eurodeputado britânico do EFDD, Paul Nuttall, referindo-se ao recente acidente aéreo.


Harald Vilimsky perguntou porque é que a situação na Grécia não era mais discutida. “A maioria dos eurodeputados parecem não querer aproveitar a oportunidade e debater o assunto: não têm vergonha?”, perguntou o eurodeputado austríaco não inscrito.