Croácia assume Presidência do Conselho da União Europeia a 1 de janeiro 

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A Croácia assumiu a Presidência Rotativa do Conselho da União Europeia, sucedendo a Finlândia, a 1 de janeiro de 2020. O primeiro-ministro croata vai apresentar o programa na terça-feira.

Logo da Presidência Croata do Conselho da União Europeia  

O mote da Croácia para desempenhar os seis meses de presidência é: “Uma Europa forte num mundo de desafios”. O Estado-Membro mais recente da UE quer focar-se num desenvolvimento sustentável, numa economia interligada, na segurança e na posição da Europa como líder global.

O primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković, vai apresentar o programa da Presidência do Conselho da União Europeia aos  eurodeputados esta terça-feira, 14 de janeiro, na sessão plenária de Estrasburgo.

As prioridades da Croácia 
  • O desenvolvimento da Europa 
  • Uma maior conexão da Europa 
  • Uma maior proteção da Europa 
  • Uma Europa mais influente 

Um período de grandes responsabilidades

A Croácia vai presidir o Conselho da União Europeia durante um período de grande agitação, com o Brexit e o Quadro Financeiro Plurianual sob foco. Apesar disto, os eurodeputados esperam também ver outros tópicos na agenda.


Karlo Ressler, do Grupo do Partido Popular Europeu, vê a Presidência como uma grande oportunidade para a Croácia, a nível político, económico e diplomático, na UE.

A Croácia vai continuar a abordar o tema do Brexit e a liderar as negociações sobre o orçamento dos próximos sete anos. Um dos eventos-chave vai certamente ser a cimeira de Zagreb, que se debruçará na perspetiva europeia dos países do leste da Europa.

Karlo Ressler 
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Biljana Borzan, do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, disse que a proteção dos direitos dos trabalhadores e consumidores, a saúde pública e o Estado de direito devem ser prioridades: “Espero que as negociações do QFP sejam bem sucedidas, porque a implementação de programas e políticas para os quais os cidadãos votaram nas últimas eleições europeias, como o Pacto Ecológico Europeu, dependem dele”.


Ruža Tomašić, Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus, espera que também seja dado relevo a questões nacionais: “O mais importante documento, no período passado, a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que estabelece um plano plurianual relativo às unidades populacionais de pequenos pelágicos no mar Adriático, ainda não chegou a uma conclusão. Espero que isto mude durante a Presidência da Croácia”. A eurodeputada acrescentou também que quer ver progressos nos pagamentos diretos na agricultura e na ativação de solos ainda inutilizados por esta atividade.

Valter Flego, do Grupo Renew Europe, afirmou: “A Croácia necessita de agir como uma mediador natural e assegurar uma cooperação bem-sucedida e uma implementação contínua do programa da UE”. Concluiu acrescentando que acredita que o país terá uma oportunidade “direta de mostrar à população o que a Europa faz por ela”.