Proteção de dados: "devemos ter o direito a ser informados" defende Albrecht  

 
 

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Chat no Facebook com Jan Philipp Albrecht.  

Quão segura está a sua informação pessoal na Internet? O eurodeputado alemão do grupo Os Verdes, Jan Philipp Albrecht, encontra-se atualmente a trabalhar numa proposta para reforçar as atuais normas de proteção de dados na UE. O objetivo é devolver aos cidadãos o controlo da sua própria informação. Na conversa com os fãs da página de Facebook do Parlamento Europeu, a 22 de maio, o eurodeputado explicou a reforma legislativa em curso e deu dicas práticas aos participantes.

Jan Albrecht teve algumas reservas relativamente à sua participação no chat. "Inicialmente estava muito interessado mas mais tarde percebi que o Facebook exige que cada participante torne disponível toda a sua informação de perfil incluindo a sua lista de amigos. É um exemplo de como a proteção de dados não deve ser", explicou.


Em resposta a uma queixa de que as atuais leis de proteção de dados são frequentemente crípticas e complicadas para o comum cidadão, o eurodeputado respondeu que está a ser planeada a introdução de "ícones simples e padronizados que expliquem de forma clara a proteção de dados fornecida por uma empresa." E se o utilizador " precisar de mais informação poderá sempre ler as condições, que terão que ser simples, inequívocas e claras", acrescentou.


Um dos fãs da página do Parlamento Europeu no Facebook perguntou se a movimentação em direção a mais privacidade não iria interferir com a necessidade de maior crescimento económico. Albrecht defendeu que a atualização das regras também irá beneficiar as empresas: "Não vamos sobrecarregar ninguém, vamos sobretudo seguir as regras atuais e aplicá-las de forma mais eficaz. Terá um grande benefício para as empresas da UE que estão em desvantagem quando comparadas com as empresas que vêm de fora do mercado da UE."


Durante o chat também foi colocada a questão se a informação disponibilizada pelas redes sociais estaria segura. "Claro que todos devemos ser livres de usar todos os serviços. Eu próprio utilizo o Facebook e o LinkdIn por exemplo", afirmou Jan Albrecht. "Mas as pessoas devem ter o direito de serem informadas de como os dados são utilizados, direito a apagar ou a corrigir a informação", defendeu.


Jan Albrecht também deu conselhos práticos sobre como lidar com fornecedores de serviços na Internet que peçam demasiada informação. "Existem muitos fornecedores de serviços que exigem informação pessoal que não é necessária para o serviço. Ou se procura um fornecedor que não peça essa quantidade de informação, procura não dar essa informação ou dar mas sob pseudónimo", concluiu.