Os Estados Unidos espiaram os nossos dados bancários? 

 
 

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Formulário de transferência bancária com os codigos IBAN e SWIFT. ©BELGA-IMAGEBROKER  

A comissão parlamentar das liberdades cívicas organizou, a 24 de dezembro, a terceira audição no âmbito da investigação sobre a vigilância eletrónica em massa dos cidadãos europeus. Em discussão estiveram as alegações de que a NSA estaria a aceder ilegalmente à base de dados bancários SWIFT e as ações a serem tomadas relativamente à alegada violação do Programa de Deteção do Financiamento do Terrorismo (TFTP).

O eurodeputado espanhol do S&D e presidente da comissão das liberdades cívicas, justiça e assuntos internos, Fernando López Aguilar informou os eurodeputados que a comissária europeia dos assuntos internos, Cecilia Malmström, tinha pedido esclarecimentos a 12 de dezembro à administração americana, na sequência das alegações que acusam a NSA aceder de forma ilegal à base de dados bancários SWIFT.


Cecilia Malmström afirmou que a resposta que tinha recebido não tinha sido satisfatória e alertou que “se essas alegações se revelarem verdadeiras então constituem uma violação do acordo e uma violação do acordo pode certamente levar à sua suspensão.”


O diretor da Europol, Rob Wainwright, afirmou que a sua organização não tem “qualquer informação ou provas que confirmem ou neguem as alegações na imprensa relativamente à NSA”.


Em nome da SWIFT, Blanche Petre garantiu aos eurodeputados que não possuem qualquer indicação de que tenha existido um acesso não autorizado à rede SWIFT.


A eficácia da vigilância eletrónica no combate ao crime e ao terrorismo foi discutida com Reinhard Kreissl, coordenador de um projeto sobre a vigilância, que acredita que os grandes espaços públicos são alvos que não podem ser protegidos de atos de terrorismo através de medidas de vigilância e que a polícia deveria utilizar os dados de forma mais eficiente nas suas investigações.


Um investigador independente e antigo conselheiro chefe da Microsoft para a privacidade, Casper Bowden, alertou que uma vez que os dados sejam transmitidos um sistema, público ou privado, podem ser copiados entre sistemas e “cada cópia individual desses dados pessoais será uma ameaça ao direito fundamental à vida privada”.