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Os eurodeputados debateram os ataques terroristas, as suas causas e as respostas da UE  

Os ataques perpetrados em Paris em 13 de novembro e as medidas antiterroristas adotadas ou em discussão na UE, incluindo na reunião dos ministros da Justiça e da Administração Interna na passada sexta-feira, foram o tema central de um debate entre os eurodeputados, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o ministro luxemburguês Nicolas Schmit, em representação do Conselho, que se realizou na quarta-feira de manhã, no plenário de Estrasburgo.

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, deu início ao debate condenando os ataques terroristas de ontem na Tunísia. "No espaço de duas semanas, os terroristas atacaram em Beirute, Paris, Damasco e Tunes. Todos somos afetados, mas continuaremos a combater o terrorismo (...) com os nossos aliados", disse Schulz.

Durante o debate, vários eurodeputados insistiram que os refugiados e requerentes de asilo não devem ser associados aos terroristas, dos quais são também vítimas.

Muitos parlamentares defenderam que, em vez de permitir a erosão das liberdades e da tolerância, a UE deve reforçar a segurança através de uma maior cooperação e partilha de dados entre os serviços de informação (intelligence) dos Estados-Membros e de investimentos em recursos humanos e tecnológicos para combater o terrorismo.

Este debate serviu para os eurodeputados exprimirem a sua posição sobre atuais e futuras medidas antiterroristas, como a proposta de diretiva sobre os registos de identificação de passageiros (EU PNR, na sigla inglesa), que está atualmente a ser discutida pelos legisladores europeus (em "trílogos", ou seja, negociações entre o Parlamento, o Conselho e a Comissão com vista a chegar a um acordo sobre uma proposta legislativa). Os próximos trílogos realizam-se nos dias 2 e 15 de dezembro.

O reforço dos controlos nas fronteiras externas do espaço Schengen - incluindo controlos sistemáticos a cidadãos europeus -, o combate ao financiamento do terrorismo, o aumento do intercâmbio de informações entre os Estados-Membros, e entre estes e a Europol, os instrumentos de política externa e medidas para prevenir o acesso e o tráfico de armas de fogo foram alguns dos assuntos abordados. O combate ao autoproclamado Estado Islâmico, ou Daesh, na Síria e noutros locais foi outro dos temas em discussão.

Pode ver o que foi dito ao longo do debate, tweets das intervenções e outra informação na página Storify.

Intervenção de eurodeputados portugueses no debate

Nuno Melo (PPE)