Voltar ao trabalho após doença prolongada ou lesão (vídeo)  

 
 

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O envelhecimento da mão-de-obra e os riscos para a saúde no trabalho significam que baixas por doença de longa duração estão a aumentar e os eurodeputados querem que sejam tomadas medidas.

A ausência prolongada conduz frequentemente ao desemprego e à saída permanente dos trabalhadores do mercado de trabalho. De acordo com um relatório adotado pelos eurodeputados em 11 de Setembro, é necessário fazer mais para facilitar o seu regresso e para melhor incluir os doentes crónicos e as pessoas com deficiência no mercado de trabalho.


Moldar o mercado de trabalho da UE

Devido ao envelhecimento da mão-de-obra europeia e ao aumento da idade da reforma, o risco de desenvolver perturbações da saúde tornou-se mais elevado.

De acordo com os dados do Eurostat, 32,5% da população da UE declarou ter uma doença ou um problema de saúde de longa duração. Além disso, 25% dos trabalhadores afirmaram sofrer de stress relacionado com o trabalho, enquanto quase 80% dos gestores afirmaram tratar-se de um problema de saúde grave.

"Precisamos de tornar os nossos mercados de trabalho mais inclusivos e recetivos às necessidades de uma sociedade em envelhecimento e doente e menos propensos à perda de competências em resultado da inatividade", afirmou a autora do relatório, Jana Žitňanská, membro eslovaco do grupo ECR.

O relatório centra-se numa melhor transição da licença por doença para o trabalho. Analisa também os benefícios da reintegração de trabalhadores experientes, que estão ausentes há algum tempo, bem como a introdução de novos funcionários que necessitam de formação, observando que isto se aplica tanto ao setor público como às empresas.


Retorno gradual ao trabalho

Quando alguém que esteve de baixa prolongada por doença está pronto para regressar ao trabalho, o relatório propõe uma série de medidas para facilitar o processo, incluindo o acompanhamento, o acesso a um psicólogo ou terapeuta, condições de trabalho flexíveis, como o trabalho a tempo parcial ou o teletrabalho, bem como a possibilidade de aprender novas competências.