Veículos mais silenciosos nas estradas europeias 

Comunicado de imprensa 
Sessão plenária 
 
 

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O nível sonoro dos automóveis, furgonetas e autocarros que entram em circulação nas estradas europeias deverá ser reduzido dentro de seis a oito anos, estipula uma proposta hoje votada pelos eurodeputados. O objetivo é proteger a saúde dos cidadãos, tendo em conta as repercussões negativas da exposição prolongada ao ruído. O Parlamento Europeu defende também a introdução de um sistema de rotulagem das emissões sonoras dos veículos para que os consumidores possam fazer uma escolha informada.


A proposta de regulamento prevê uma redução gradual das emissões sonoras emitidas pelos veículos em função da respetiva categoria, aplicando-se numa primeira fase aos modelos de veículos novos e depois a todos os veículos que entrem em circulação.


Por exemplo, o nível sonoro dos automóveis não deverá ultrapassar os 68 decibéis (db), abaixo do atual valor-limite de 74 db.


O objetivo é proteger a saúde dos cidadãos, tendo em conta que a exposição prolongada a níveis elevados de ruído aumenta a incidência de doenças cardiovasculares, deficiências cognitivas e perturbações do sono.


Os eurodeputados reconhecem, no entanto, que há outros fatores que afetam o som dos veículos, como o pavimento rodoviário, o ruído dos pneus e a aerodinâmica.


Sistema de rotulagem


O Parlamento Europeu defende a introdução de um sistema de rotulagem das emissões sonoras dos veículos para permitir aos consumidores uma escolha informada antes da compra. A rotulagem já existe para as emissões de CO2, o consumo de combustível e o ruído dos pneus, devendo agora ser criado um rótulo semelhante para os níveis de ruído dos veículos.


Veículos elétricos


Os veículos elétricos têm duas vezes mais hipóteses de se verem implicados num acidente em meio urbano, devido ao seu funcionamento totalmente silencioso que os torna indetetáveis pelos peões. O documento introduz, por isso, requisitos sobre o nível mínimo de ruído para estes veículos.  


As regras hoje aprovadas por 401 votos a favor, 228 contra e 20 abstenções têm ainda de ser negociadas com os Estados-Membros.