Futuro da UE: Eurodeputados reagem ao pacote de recuperação apresentado pela Comissão  

Comunicado de imprensa 
Sessão plenária 
 
 

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Sessão plenária extraordinária sobre o orçamento de longo prazo da UE e o plano de recuperação ©EP/D  

Ursula von der Leyen apresentou hoje ao Parlamento Europeu (PE) o seu plano para o novo instrumento de recuperação, integrado num orçamento de longo prazo da UE revisto.

Após a apresentação das novas propostas pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e do compromisso assumido pela representante da presidência croata do Conselho da UE, Nikolina Brnjac, de que iria trabalhar com os Estados-Membros para que as negociações com o PE fossem rapidamente concluídas, os líderes dos grupos políticos tomaram a palavra (clique nos nomes para ver os vídeos das intervenções).


Manfred Weber (PPE, DE): “A solidariedade europeia está de volta e estamos a abrir um novo capítulo para a UE", afirmou o eurodeputado. O líder do PPE defendeu que as novas verbas devem ser direcionadas para novas ideias e prioridades e reiterou que "a solidariedade anda de mãos dadas com a responsabilidade". Weber indicou que é importante saber como o dinheiro será utilizado e que são necessários novos recursos próprios (receitas da UE) para pagar a dívida.


Iratxe García (S&D, ES) agradeceu a Ursula von der Leyen por ter apresentado um “plano ambicioso e europeísta” e por atribuir ao PE "o papel que lhe é devido" na conceção do pacote de recuperação. Alertando para o facto de estar em causa o futuro do projeto europeu, a líder do S&D instou o Conselho a adotar o novo quadro financeiro plurianual (QFP) por maioria qualificada, para evitar manter a UE "refém de quatro Estados-Membros que preferem uma resposta nacional a uma resposta europeia".


Para Dacian Ciolos (Renew, RO), este é um plano “sem precedentes na história da Europa". O QFP e o plano de recuperação têm de centrar-se no futuro e alicerçar-se no Pacto Ecológico Europeu e na agenda digital, reiterou. “Podemos divergir em alguns pormenores, mas congratulo-me com a abordagem", disse à presidente da Comissão, lembrando aos Estados-Membros que "a UE não é um multibanco. A solidariedade implica valores".


Jörg Meuthen (ID, DE) criticou as propostas, que considera “erradas e absurdas”, sem uma base jurídica adequada e irresponsáveis em termos económicos. A Comissão “quer gastar dinheiro como se não houvesse amanhã", disse, pedindo aos quatro países frugais para que bloqueiem estas medidas.


Ska Keller (Verdes/ALE, DE) afirmou: "Não devemos repetir os grandes erros do passado e forçar os países à austeridade e a ideologias cegas de mercado". A eurodeputada defendeu que, "em vez disso, temos de garantir que o dinheiro seja bem investido em projetos que ajudem, a longo prazo, a criar emprego e a salvar o único planeta que temos".


Johan van Overtveldt (ECR, BE) disse que tem de haver “condições claras” para as subvenções e os empréstimos. “O dinheiro tem de ir para onde é mais necessário e têm de ser criados mecanismos de proteção para as nossas empresas”, disse, acrescentando que aqueles que poupam não podem ser prejudicados.


Manon Aubry (CEUE/EVN, FR) disse que, "em vez de fazer uma rutura com os dogmas do passado", o plano de recuperação “fica a meio caminho”. A eurodeputada revelou, no entanto, estar satisfeita com o que é proposto em relação aos recursos próprios e apelou ao cancelamento da dívida resultante da crise, a empréstimos perpétuos aos Estados-Membros e à sujeição do apoio público a considerações sociais.


Próximos passos


O Parlamento Europeu e o Conselho (Estados-Membros) vão agora discutir as novas propostas, entrando depois em negociações com vista a alcançar um acordo.


O quadro financeiro plurianual 2021-2027 só poderá entrar em vigor com a aprovação do PE. Para além disso, o PE estará associado à adoção e execução do fundo de recuperação para assegurar a responsabilização democrática.

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