O empoderamento dos jovens africanos: A nova orientação da cooperação UE-África

14-11-2017

África é o continente mais jovem do mundo. Com uma população em rápido crescimento, África deverá compensar grande parte do declínio populacional noutras partes do mundo nas próximas décadas. Em consequência, até 2050, uma em cada quatro pessoas em idade ativa no mundo poderá ser africana. Hoje em dia, mais de 60 % dos africanos têm menos de 25 anos. Este dinamismo demográfico acarreta enormes desafios e oportunidades. Se bem gerido, poderá conduzir a um milagre económico em África, que moldará a história do século XXI. Por outro lado, esse crescimento demográfico sem precedentes não é isento de desafios específicos: o elevado número de crianças e jovens deve ver asseguradas as suas necessidades de educação e saúde e têm que ser criados empregos suficientes para as grandes massas que entram no mercado de trabalho anualmente. Amplas gerações de jovens, que são politicamente excluídos e privados de oportunidades económicas, podem constituir um fator de agravamento dos conflitos e ser propensos à radicalização política e religiosa. A instabilidade e a pobreza crescente conduziriam igualmente a uma migração maciça para a Europa e o resto do mundo. A Europa não pode ignorar os crescentes desafios e oportunidades nas suas fronteiras meridionais. Repercussões positivas ou negativas para a Europa serão inevitáveis. É, por conseguinte, do interesse da UE ajudar o continente a orientar a expansão demográfica para uma expansão económica, proporcionando aos jovens oportunidades, reduzindo a pobreza e trazendo paz e estabilidade duradouras. À medida que a UE se prepara para redefinir a sua cooperação com África, a questão da juventude é, assim, inevitável. O desafio mais premente para a UE consiste em canalizar o investimento estrangeiro e o esforço de desenvolvimento para as populações mais jovens de África, que se encontram, mais do que nunca, nos Estados mais frágeis.

África é o continente mais jovem do mundo. Com uma população em rápido crescimento, África deverá compensar grande parte do declínio populacional noutras partes do mundo nas próximas décadas. Em consequência, até 2050, uma em cada quatro pessoas em idade ativa no mundo poderá ser africana. Hoje em dia, mais de 60 % dos africanos têm menos de 25 anos. Este dinamismo demográfico acarreta enormes desafios e oportunidades. Se bem gerido, poderá conduzir a um milagre económico em África, que moldará a história do século XXI. Por outro lado, esse crescimento demográfico sem precedentes não é isento de desafios específicos: o elevado número de crianças e jovens deve ver asseguradas as suas necessidades de educação e saúde e têm que ser criados empregos suficientes para as grandes massas que entram no mercado de trabalho anualmente. Amplas gerações de jovens, que são politicamente excluídos e privados de oportunidades económicas, podem constituir um fator de agravamento dos conflitos e ser propensos à radicalização política e religiosa. A instabilidade e a pobreza crescente conduziriam igualmente a uma migração maciça para a Europa e o resto do mundo. A Europa não pode ignorar os crescentes desafios e oportunidades nas suas fronteiras meridionais. Repercussões positivas ou negativas para a Europa serão inevitáveis. É, por conseguinte, do interesse da UE ajudar o continente a orientar a expansão demográfica para uma expansão económica, proporcionando aos jovens oportunidades, reduzindo a pobreza e trazendo paz e estabilidade duradouras. À medida que a UE se prepara para redefinir a sua cooperação com África, a questão da juventude é, assim, inevitável. O desafio mais premente para a UE consiste em canalizar o investimento estrangeiro e o esforço de desenvolvimento para as populações mais jovens de África, que se encontram, mais do que nunca, nos Estados mais frágeis.